terça-feira, agosto 28, 2007

Censura Impossível

Calabouços e cadafalsos,
nem luz ou resoluto.
Só sombras e pavor,
uns, garimpam ouro
E outros, gritam. De dor!

Vou seco, vazio, ermo.
se existem espetáculos
não me foram suficientes.

No meu rosto destruído,
(Rugas, pulgas, feridas).
Ainda vivem, esses olhos,
minha cordilheira titânica.

Marina Raz.

2 comentários:

FRASSINO MACHADO disse...

Bem haja pela visita a O CANTO DO PARNASO. Quando puder volte e participa da arte poética.
Neste seu poema eis um brilhante libelo a um "certo mundo" que todos temos de encarar. Veja, a propósito meu Blog RODA VIVA.
Um beijinho do poetAmigo sempre
Frassino Machado

Francis disse...

Descemos e subimos precipícios todos os dias...garimpamos essências estranhas aos outros tantos, mas costumeiramente rotineira aos nossos pares. Esteve em meu "Cativeiro" e vejo que fazemos planos de fuga. Obrigada pela visita! Apareça sempre!