sexta-feira, setembro 16, 2022

Pequenos detalhes

 Todos tem a mesma lírica peculiaridade

onde a vaidade fica em cada detalhe

partícula ou particularidade.


Quando tudo se resume ao mínimo

rumo ao ínfimo, nada e nem resquício,

todas as pessoas desse mundo

no detalhe, no pedaço, lá no fundo.


Onde toda partícula é igual

a mesma forma, mesmo traço formal.


Marina Ráz

sexta-feira, setembro 05, 2014

“chamar a si todo o céu com um sorriso”

Quando eu disse que quero sorrir
é por que rir é o grito do meu bando
dessas aves feitas de sol e chuva
nossa chave pra porta da rua
desse mundo que já está lotado.

Viver das coisas mais lindas
pequenas, invisíveis e de mentira.


Marina Ráz.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Voltei

Eu canto nos cantos da alma
como o sol direto da palma
da mão que não se afasta
basta de todas as promessas
fitas de santo e cantiga de festas.


Marina Ráz.

terça-feira, janeiro 21, 2014


Para L.

Planto pequenas sementes
em suas pegadas ainda quentes,
delas nascem flores indígenas
dignas dos totens de outros tempos.
Marcos instransponíveis ao vento
que tenta carregar as lembranças
belas que deixou por essas bandas.

Marina Ráz.

sábado, junho 15, 2013


Par de meias

Para algo nos separar
terá que atravessar
todas as tempestades
que já vimos passar
ler todas as mensagens
que a vida nos entregou
em garrafas pelo mar
ouvir nossas vozes no vento
que o tempo não apagou
despencar do céu a terra
como um anjo que decide amar

Marina Ráz.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

.


Para cada passagem, cada paisagem
que posso desenhar nos seus lábios,
o vento carrega todos o sons e tons
colorindo esse cenário, como um rio sorrindo,
uma força da natureza feita de beleza.

Pura.

Marina Ráz.

sexta-feira, agosto 24, 2012


Arroto de pedra

O olhar opaco, ralo e cansado.
Perscruta essa tempestade.
De gotas antigas, pterodátilas!

De quem é a herança
as penas, asas plenas,
de cada delicada pena.

Há tanta poeira.
E pouca poesia.

Deixo no fim, a mensagem,
"o mundo é pura paisagem".

Marina Ráz.

Litros d’água

Antes que o papel,
amarele seu dente
nesse meu sorriso;
ridente.

De poucas letras
rabisco o poema,
falo a estreletras,
falo, borboletras;
cadentes.

Marina Ráz.

Boneca de porcelana

Bem-te-vi, bem-te-vi.
Chorar será bastante?
toda a beleza é alma
ante a lágrima diamante.
pos, sob a tua palma;
Todo esse belo brilhante,
contido, num só instante!

Marina Ráz.

Aos pés do deserto

Argelino, esse sangue duro,
crepita em suas mão limpas,
socorre seus olhos da morte
desvairada morte de tudo e de todos.

Alguns, já nascem leões,
outros simples humanos.

Beba, sorria, seres-virtus!
O sol, numa gota de suor.

E sucede em cântaros:
será que escarro no mundo
ou lhe beijo as têmporas?

Marina Ráz.

quinta-feira, agosto 09, 2012



Merca( L )do

Vou de lado alado
feito um caranguejo
vou de cabo_a_rabo
feito um diabo

Sou tempe( R )ro
desse caldo insosso
ginsenge sal grosso
vou do sul ao Mato Grosso
montado no lombo do capeta

Enquanto o mundo chora
eu mamo na chupeta

Marina Ráz.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Pequenos

Diga, diga-se de passagem,
foi como uma fotografia,
uma lembrança, um dia,
uma dança, uma paisagem.

Ouvir Leoni no meu MP3
como foi que tudo se desfez?
Peça por peça, pétala por pétala.
Ficou distante, como o horizonte,
só mesmo um coração atleta
consegue atravessar essa ponte.

Marina Ráz.

domingo, novembro 07, 2010

Comentário

O amor quando vai embora
não volta fácil, fica um espaço
como um astro imenso.
Não existem sentidos tão aguçados
que possam me ajudar a encontrar
e vago como lenda e retrato
esperando esse minuto chegar
ancorar meus pensamentos
e desejos nesse meu monumento
minha Esfinge de charadas confusas.
Quais avisos ele irá enviar,
luzes no céu, mensagens secretas
ou sua imagem solida e concreta?

Marina Ráz.

domingo, setembro 12, 2010

Pre-texto

E o que é considerar?
É o que é te avaliar?
Então ela separemos,
e então nela veremos.

Com siderar. O que seria?
Com os astros que já devia.
E agora tem sentido,
que outrora não contido.

De início essa fonte,
era vício não sei donde.
Etimológico prazer,
do meu lógico por fazer.

Marina Ráz
Dia lento

Pensar não faz
Faz não pensar
Não pensar faz
Faz pensar não
Não faz pensar
Pensar faz não

Marina Ráz

sábado, setembro 11, 2010

Tabuleiro

Esta mulher mais profunda...
largamente deixa misteriosas marcas
nas paredes da minha compreensão

Avança sobre meus canteiros de jasmim
Como se fosse dona do meu EU
dizendo coisas que só eu e minha alma
vasculham nas manhas de domingo

Um movimento em falso
Uma distração, ela limpa meu tabuleiro
Meu Rei em cheque por uma estranha Rainha
Meus peões enfileirados, capturados
Exílio num estranho país.

Ivan Santos.

sexta-feira, agosto 13, 2010

...

Quando me apaixono
como cada pedaço do tempo
e espaço que cobre esses dias.
Nada em minha frente
é grande ou pequeno o suficiente
não existem virgulas, ou tempo
para respirar, tudo em quase nada.
São os sentidos mais aguçados
que uso para me aproximar
do meu tesouro particular.

Quando me apaixono
eu esqueço do meu rumo
“eu” deixa de ter sentido
lido, ou penso que consigo,
com tudo que me acomete
breve é tudo que existe
em você.

Marina Ráz.

terça-feira, abril 13, 2010

Sempre o mesmo

Eu encontro em um pedaço
um laço, um estilhaço do que éramos
erramos, mas tudo é uma passagem,
um ticket perdido na bagagem.

Vejo a sua mensagem no celular
“venha me encontrar”, não consigo
usar radares ou qualquer parafernagem
uso gritos e um sonar aguçado.
Onde se escondem suas pegadas
pequenas e delicadas em minha mente.

Marina Ráz.