Cristal e cristaleira
Os velhos ainda sonham
Saem de sonhos,
como em guerra,
com-(o) o próprio corpo!
Mas as rugas não são medalhas
e não rugem tambores.
E nos seus olhos, glaucomas,
pequeninos; Lhe dizem adeus.
Marina Ráz.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
terça-feira, dezembro 16, 2008
terça-feira, novembro 04, 2008
quarta-feira, outubro 15, 2008
Vésperas incendiárias
Minhas entranhas estão grunhindo
acho que engoli um violino
desafinado e o seu músico
desajeitado.
Esses murmúrios secos
como dois gatos obesos
fazendo sexo no beco.
Eu posso sentir meu hálito
tomar a forma, crescer!
Áspero como um cacto.
Então jorra, transborda,
es
_co
__rr
___e,
da minha boca:
"Eu te amo."
Marina Ráz.
Minhas entranhas estão grunhindo
acho que engoli um violino
desafinado e o seu músico
desajeitado.
Esses murmúrios secos
como dois gatos obesos
fazendo sexo no beco.
Eu posso sentir meu hálito
tomar a forma, crescer!
Áspero como um cacto.
Então jorra, transborda,
es
_co
__rr
___e,
da minha boca:
"Eu te amo."
Marina Ráz.
quinta-feira, maio 29, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Crocodilos amados
Toda mulher quer ser desejada
quer ser amada e querida
quer aparecer nua
louca, descarada e desinibida.
Mesmo mulher, menina ou senhora
isso não se ensina na escola
é algo que nasce que cresce e que brota
na pele, no corpo e na alma
como o diabo gosta.
Eu sou menina, lolita e safada
quem dera você tivesse gana,
garras e uma força tirana,
mas eu continuo cigana.
Quem dera eu fosse domada.
Marina Ráz.
Toda mulher quer ser desejada
quer ser amada e querida
quer aparecer nua
louca, descarada e desinibida.
Mesmo mulher, menina ou senhora
isso não se ensina na escola
é algo que nasce que cresce e que brota
na pele, no corpo e na alma
como o diabo gosta.
Eu sou menina, lolita e safada
quem dera você tivesse gana,
garras e uma força tirana,
mas eu continuo cigana.
Quem dera eu fosse domada.
Marina Ráz.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
Clara disse
Todos os retratos de pessoas
são um retrato de Mona Lisa.
Pequeno sorriso, pequena vida.
Minha exigência é o meu tamanho,
meu vazio é a minha medida.
Viver me tira o sono, viver
que eu havia domesticado
para torná-lo familiar.
A vida se me é. A vida se me é,
e eu não entendo o que digo.
E então adoro.
Marina Ráz.
Todos os retratos de pessoas
são um retrato de Mona Lisa.
Pequeno sorriso, pequena vida.
Minha exigência é o meu tamanho,
meu vazio é a minha medida.
Viver me tira o sono, viver
que eu havia domesticado
para torná-lo familiar.
A vida se me é. A vida se me é,
e eu não entendo o que digo.
E então adoro.
Marina Ráz.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Como as costas de uma estátua
Não sei como amar você
se com chamas, pedras
ou correntezas.
Amo sem saber, como se
nascesse desse amor
e tudo nele me desse vida.
Sinto-me despida,
frágil e cheia de incertezas.
Mas quem é você? Existe mesmo?
Quem sabe não. Nunca existiu.
Aconteceu como a chuva,
furacões, erupções vulcânicas,
como Deus nas pessoas
ou a dúvida satânica.
Dizer. Quem sabe. Acalme, mate.
Ou ao menos; torture.
O que quero. Digo:
palavras, bendita de vocês; exorcizem.
- Olá.
Marina Ráz.
se com chamas, pedras
ou correntezas.
Amo sem saber, como se
nascesse desse amor
e tudo nele me desse vida.
Sinto-me despida,
frágil e cheia de incertezas.
Mas quem é você? Existe mesmo?
Quem sabe não. Nunca existiu.
Aconteceu como a chuva,
furacões, erupções vulcânicas,
como Deus nas pessoas
ou a dúvida satânica.
Dizer. Quem sabe. Acalme, mate.
Ou ao menos; torture.
O que quero. Digo:
palavras, bendita de vocês; exorcizem.
- Olá.
Marina Ráz.
quinta-feira, agosto 30, 2007
terça-feira, agosto 28, 2007
Censura Impossível
Calabouços e cadafalsos,
nem luz ou resoluto.
Só sombras e pavor,
uns, garimpam ouro
E outros, gritam. De dor!
Vou seco, vazio, ermo.
se existem espetáculos
não me foram suficientes.
No meu rosto destruído,
(Rugas, pulgas, feridas).
Ainda vivem, esses olhos,
minha cordilheira titânica.
Marina Raz.
Calabouços e cadafalsos,
nem luz ou resoluto.
Só sombras e pavor,
uns, garimpam ouro
E outros, gritam. De dor!
Vou seco, vazio, ermo.
se existem espetáculos
não me foram suficientes.
No meu rosto destruído,
(Rugas, pulgas, feridas).
Ainda vivem, esses olhos,
minha cordilheira titânica.
Marina Raz.
sábado, julho 14, 2007
domingo, abril 22, 2007
quarta-feira, dezembro 27, 2006
quinta-feira, agosto 31, 2006
Abelhas e anzóis
Tenho apenas em mãos
esse sentimento obtuso
e como um inseto intruso
ele perfura a minha pele
se instaura como um grão,
ou um ídolo numa caverna.
Faço oferendas e canções
para essa flor interna,
amo-a tanto que meu coração
fica magro, se torna pequeno
diminuto e sorridente,
pois nasce em minha boca
no lugar de todos os dentes
flores, sim! Todas doces, ternas
e sufocantes.
Marina Ráz
Tenho apenas em mãos
esse sentimento obtuso
e como um inseto intruso
ele perfura a minha pele
se instaura como um grão,
ou um ídolo numa caverna.
Faço oferendas e canções
para essa flor interna,
amo-a tanto que meu coração
fica magro, se torna pequeno
diminuto e sorridente,
pois nasce em minha boca
no lugar de todos os dentes
flores, sim! Todas doces, ternas
e sufocantes.
Marina Ráz
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